No artigo anterior você leu sobre as diferenças entre os dois tipos de manejo, se você não leu, clique aqui: Milho safrinha: como transformar o nitrogênio em lucro.
Como comentei, hoje vou trazer um exemplo prático de como você pode planejar sua próxima safra e reduzir custo por ponto de Nitrogênio no milho.Caneta e papel na mão? Vem comigo.
Vamos considerar o seguinte cenário para demonstrar a diferença de custo por ponto de Nitrogênio no milho entre cada tipo de manejo, entendido?

Como você já sabe aqui o preço é a prioridade!
Aqui o produtor olha o preço do milho para definir a quantidade de insumos que será comprada.
Veja como isso funciona na prática:
Costumamos usar de 200 a 300 kg/ha de insumos na base, mas se o preço do milho estiver bom, optamos por investir os 300 kg/ha, ou seja, o preço do híbrido é determinante na quantidade de adubo que será investido.
Como estamos animados, com o preço atrativo, também decidimos usar 100 kg/ha na cobertura.
Portanto, geramos um manejo de adubação de 300 kg/ha de base + 100 kg/ha de cobertura, certo? Correspondente a 726 kg/alq. de base + 242 kg/alq. cobertura
Multiplicando o valor do adubo de base e o valor de cobertura pela quantidade aplicada, além disso levando consideração a quantidade de Nitrogênio fornecida, temos:
Para o exercício acima, não consideramos a eficiência dos fertilizantes nitrogenados e a presença de P e K no adubo de base. Novamente, é apenas um exercício para ficar mais claro o custo por ponto de Nitrogênio no milho.
Esta não é a melhor forma de você planejar a sua cultura e ter mais lucro. Te apresento abaixo a melhor alternativa para você lucrar mais:
Aqui, ao contrário do manejo tradicional, todo o planejamento da cultura considera 3 pilares: meta de produtividade, necessidade de nitrogênio do milho e o sistema produtivo.
Para efeito comparativo, vou considerar a mesma adubação do exemplo anterior, certo?

usarei, também, o conhecimento sobre o sistema produtivo e sobre nitrogênio no milho:
Sendo assim, basta considerarmos os mesmos valores do exemplo anterior:
E somamos a eles:
Vamos considerar uma produtividade de soja de 62 sc/ha ou 150 sc/alq. Nem sempre a soja estará colhida quando formos planejar o plantio do milho, portanto, vale a pena considerar sua média histórica.
Calculando:
Ao final, temos estes resultados:
Comparativo de resultados
Enquanto no manejo tradicional tivemos um custo de r$ 8,00 por ponto de nitrogênio no milho, no novo manejo o custo ficou em apenas r$ 4,28 por ponto de nitrogênio no milho. Para o exemplo proposto, tivemos uma redução de 46,50% no custo por ponto de nitrogênio. Percebe que usando o conhecimento para pensar e planejar a sua safra você consegue reduzir custos e lucrar muito mais?
Antes de finalizarmos. Lembra que você precisa ter como base uma meta de produtividade. Então vamos fazer o caminho inverso agora.
Exemplo
Aplicando a equação do novo manejo e fornecendo 154,4 kg de n/ha ou 373,65 kg de n/alqueire. Terei potencial para produzir quantas sacas de milho pensando em nitrogênio?
Respondendo essa pergunta você poderá refletir se está ou não fornecendo a quantidade de nitrogênio necessária para o milho produzir o resultado que você espera. Ou seja, para bater a sua meta!
Lembrando que só estou falando de nitrogênio nesse exercício. É de suma importância lembrar que temos que fornecer todos os outros nutrientes essenciais para a cultura em suas quantidades adequadas.
É essa nova forma de pensar que te permite ter um maior controle sobre coisas que você pode gerir, já que o preço e o clima não estão no seu controle.
Bom, hoje vou finalizando por aqui. Neste outro artigo: usando o conhecimento, eu vou te mostrar como melhorar o aproveitamento do nitrogênio para potencializar o retorno do seu investimento, combinado?
Fique ligado.
Vamos juntos: transformar nitrogênio em lucro.