Entenda os desafios no controle de doenças da soja

O controle de doenças da soja tem apresentado diversos desafios, que vão desde o crescente número de diferentes doenças foliares e radiculares, a redução na sensibilidade dos fungicidas com impacto direto na eficácia destes, dificuldades operacionais na tecnologia de aplicação, e a falta de uma clara compreensão do papel dos fungicidas como protetores de produtividade. 

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Doença é o resultado da ação de um patógeno provocando um mal funcionamento fisiológico do hospedeiro. A distorção fisiológica da planta compromete o fluxo nutricional, diretamente afetado pelas condições de cultivo. Em condições adequadas o dano devido aos patógenos pode ser amenizado, mas sob condições inapropriadas, o dano é acentuado.

 

Desde 2007, quando foram detectadas as primeiras mutações tolerantes aos fungicidas DMIs (triazóis), posteriormente na safra 2011/12 aos QoIs (estrubirulinas) e, em 2015/16, aos SDHI (carboxamidas) a adição de fungicidas multisítios (protetores) aos fungicidas sistêmicos, em programas de pulverização tornou-se uma prática fundamental na estratégia de mitigação dos problemas relacionados à sensibilidade de Phakopsora pachyrhizi, Corynespora cassicola e Cercospora spp. Neste sentido, a tecnologia de aplicação tenha, indiretamente, contribuído para esta redução de sensibilidade na medida que a operação não tenha provido suficiente cobertura e penetração de gotas na quantidade correspondente à dose do fungicida auxiliando no controle de doenças da soja.

Devido ao número elevado de patógenos que necessitam ser controlados além das deficiências na aplicação dos fungicidas, produtores têm utilizado o reforço como forma de suprir determinadas carências no espectro de controle. Os resultados desta prática são interessantes e, dependendo das doses utilizadas, pode acrescentar eficácia ao controle. No cenário atual, a utilização de três, ou eventualmente 4 ingredientes ativos, tem correspondido ao aumento na eficácia de controle e na produtividade da cultura. Mas é importante ressaltar que o agricultor deve sempre consultar um profissional habilitado sobre a melhor recomendação de acordo com a sua necessidade e particularidades encontradas.

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