Masterfix Gramíneas, produzido pela Stoller do Brasil, há um ano no mercado para culturas de de milho e arroz com eficiência comprovada, conquista registro para uso em trigo
Primeiro no Brasil, inoculante para trigo da Stoller tem registro aprovado pelo Ministério da Agricultura
Masterfix Gramíneas, produzido pela Stoller do Brasil, há um ano no mercado para culturas de de milho e arroz com eficiência comprovada, conquista registro para uso em trigo
O inoculante Masterfix Gramíneas, desenvolvido pela Stoller do Brasil, acaba de receber o registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para também ser aplicado nas lavouras de trigo. O Masterfix Gramíneas, produzido com as estirpes Abv5 e Abv6 da bactéria Azospirillum brasilense, selecionadas pela Universidade Federal do Paraná, testadas pela Embrapa e aprovadas pela RELARE, é um inoculante líquido altamente eficiente em fornecer nitrogênio para o milho, arroz e a partir de agora para trigo. A Stoller do Brasil está há mais de quatro anos pesquisando e desenvolvendo a bactéria Azospirillum brasilense, e tem registro no MAPA desde 2009 para as culturas do milho e arroz. Com o sucesso das pesquisas e no aumento da produtividade das lavouras, o produto pioneiro no milho e arroz garante o sucesso das lavouras brasileiras.
A bactéria Azospirillum brasilense fixa o nitrogênio do ar e o transforma em amônio, forma prontamente assimilável pelas plantas. Apesar da reação de transformação do nitrogênio ser semelhante a que ocorre na indústria, esta reação na bactéria ocorre em temperatura e pressão ambientes, não havendo consumo de combustível fóssil. Portanto, o fornecimento de nitrogênio via fixação biológica representa baixo investimento, menos que 1% do custo de produção total dessas gramíneas, trazendo ótimos incrementos na produtividade e, consequentemente, na rentabilidade do agricultor. “São inúmeros os resultados positivos com o Masterfix Gramíneas nas pesquisas junto às instituições oficiais e nos campos em todo o Brasil, promovendo um incremento médio de oito sacas por hectare quando associado à adubação nitrogenada total, comprovando a importância da inoculação das gramíneas. Entretanto, o investimento na pesquisa e no desenvolvimento pela Stoller do Brasil continua, buscando ainda mais respostas para aumentar o aporte do nitrogênio em trigo, milho e arroz, permitindo uma redução substancial do uso de adubos nitrogenados nestas culturas”, afirma engenheiro agrônomo Solon Araújo, consultor da Stoller do Brasil.
O tema central das discussões sobre a agricultura moderna é a sustentabilidade do sistema de produção agrícola, sendo o homem o responsável por manejar a sua lavoura de forma ambientalmente correta para que se obtenham produtividades crescentes com qualidade e rentabilidade, atendendo à demanda por alimentos da população mundial atual e das gerações futuras. E isso não significa ampliar as áreas agricultáveis e sim aumentar a produtividade verticalmente, na mesma área que já produz há anos. Mas como produzir mais com sustentabilidade?
Para que sejam alcançados rendimentos máximos nos cultivos de cereais, como o trigo, são necessárias grandes quantidades de fertilizantes, especialmente os nitrogenados, que apresentam elevados custos por serem produzidos com alto gasto de energia não renovável: para cada 1 quilo de adubo nitrogenado são utilizados 2 quilos de combustível fóssil. Além disso, as quantidades de nitrogênio aplicadas, geralmente, não atendem a necessidade dessas culturas e uma porção é perdida por processos de lixiviação, volatilização e outros, deixando parte do ciclo dessas plantas com baixa disponibilidade deste nutriente. Essas bactérias são capazes de fornecer o nitrogênio de forma adequada, durante todo o ciclo da planta, a um custo baixíssimo, de forma ambientalmente correta sendo, portanto, uma tecnologia que contribui diretamente para o aumento da produtividade e da qualidade dos grãos com alta sustentabilidade.
O investimento em tecnologias ambientalmente corretas, economicamente viáveis, com alta eficácia agronômica e com excelentes perspectivas para que venham a contribuir com o uso racional de fertilizantes químicos é, sem dúvida, uma das diversas práticas que contribuem com a agricultura altamente produtiva e sustentável. E é neste âmbito que a Stoller do Brasil continua a desenvolver e oferecer soluções inovadoras e de qualidade.
Aumento da produtividade, redução de custos e sem agressão ao meio ambiente. A proposta do inoculante para arroz e milho Masterfix Gramíneas, lançado pela Stoller há um ano, foi comprovada por produtores de diversas regiões do País
Aumento da produtividade, redução de custos e sem agressão ao meio ambiente. A proposta do inoculante para arroz e milho Masterfix Gramíneas, lançado pela Stoller há um ano, foi comprovada por produtores de diversas regiões do País. O Masterfix Gramíneas apresentou aos produtores de milho e arroz um forte aliado para o aumento da produtividade, possibilitando redução de custos de plantio com o diferencial de não agredir o ambiente. Foi pesquisado e desenvolvido durante três anos pela Stoller do Brasil, multinacional que está no país há mais de 35 anos, e por pesquisadores de entidades e órgãos oficiais que levaram até oito anos para o desenvolvimento do primeiro inoculante brasileiro com eficiência comprovada em gramíneas. "O Masterfix Gramíneas lançado pioneiramente pela Stoller em 2009 já é hoje uma tecnologia consagrada e de enorme sucesso na agricultura brasileira. O produto é usado em mais de 1 milhão de hectares de milho em todo o território brasileiro e os resultados têm demonstrado sempre bons rendimentos nas lavouras, tanto que o índice de repetição no uso, em plantios sucessivos, é extremamente elevado, demonstrando que o inoculante para gramíneas já ganhou a confiança do agricultor", afirma o engenheiro agrônomo Solon de Araújo, consultor da Stoller do Brasil.
Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Masterfix Gramíneas deve ser utilizado junto às sementes antes do plantio. Resultados de pesquisa indicam que esta inovação apresenta potencial para economizar até 50% no uso de nitrogênio químico, além de proporcionar um aumento significativo na produtividade. O produtor Osvaldo Pezolin, de Maringá (PR), utilizou o Masterfix Gramíneas em duas safras e aprovou o resultado. “Depois que me mostraram e foi feito o teste na minha propriedade, achei ótimo e comecei a usar. O produto é muito bom e tive uma diferença grande na produção. A lavoura ficou mais bonita e o milho ficou com as espigas em ponto de colheita muito mais rápido”, conta.
O produtor Afonso Rafaelli, de Laguna Carapã (MS) fez o primeiro teste com o inoculante da Stoller quando foi lançado no mercado. “Com um pacote e o resultado foi ótimo. Eu vejo de longe a diferença, onde tem o produto a lavoura fica muito mais verde e o rendimento é bem maior. A produtividade gira em torno de cinco a seis sacas a mais que o normal. São 280 sacas por hectare”, diz.
O produtor Lucas Costa Beber, do Mato Grosso, utiliza desde que foi lançado e escolheu o produto por ter o aval da Embrapa e por conhecer a Stoller como empresa tradicional no ramo de inoculantes. “Consegui manter a planta mais verde e resistiu por mais tempo. Você percebe que onde faz o tratamento o milho está mais bonito. É impressionante o resultado. Mesmo atrasado para jogar uréia ele mantém bem verde”, comenta. Beber ainda não quantificou o aumento da produção, mas sabe que foi maior.
Em Maringá (PR), o produtor Edio Alberto Favoreto está aplicando o Masterfix Gramíneas pelo segundo ano. “Participei de uma palestra da Stoller com demonstração do produto e achei muito interessante o resultado. Após isso, fiz um teste na minha lavoura e deu certo. Na hora da colheita vi uma diferença enorme onde usei o produto. O aumento na minha lavoura foi de 15 sacas a mais que o normal”, comenta Favoreto.
Aliado ao aumento da produção e à vitalidade da lavoura, outra característica altamente favorável do inoculante é a total compatibilidade com a agricultura sustentável. O Masterfix Gramíneas contém bactérias encontradas no meio ambiente. É um produto totalmente natural, que não causa nenhum dano a homens ou animais. O uso deste inoculante contribui para reduzir as emissões de carbono para a atmosfera, o que o torna, além de um insumo para o aumento de produtividade, um aliado da moderna agricultura amigável com o meio ambiente.
O uso indiscriminado de defensivos e o estreitamento da base genética das plantas cultivadas têm favorecido a seleção de novas raças de patógenos...
Manejo de nutrientes e uso de fosfitos no controle de doenças de plantas
Prof. Dr. Antonio L. Fancelli – ESALQ - USP
Dentre algumas evidências obtidas com a aplicação de fosfitos, foi realizado um trabalho na cultura do feijão com o Phytogard Mn®, da Stoller do Brasil, um fertilizante foliar composto pelo ácido fosforoso (fosfito) e por Mn e verificou-se que quando aplicado na dose de 2,0 L/ha no estádio fenológico R5 (primeiros botões florais visíveis) junto à uma e duas aplicações de fungicida composto por Piraclostrobina (0,3 L/ha) resultou em redução na severidade de Antracnose de 83% e 93%, respectivamente (Figura 1). Adicionalmente, foram observados incrementos na produtividade do feijoeiro nos tratamentos compostos de Phytogard Mn® + Fungicida em relação àqueles com apenas fungicida, conforme apresentado a seguir (Figura 2).
Figura 1. Severidade da Antracnose na cultura do feijão
Figura 2. Produtividade do feijoeiro
Concluindo, o equilíbrio nutricional e o desencadeamento da maior resistência das plantas aos patógenos resultam na combinação ideal para que o manejo das doenças nas plantas seja mais racional e efetivo, garantindo um sistema de produção mais sustentável, produtivo e lucrativo.
As plantas produzem substâncias orgânicas, definidas como hormônios vegetais, que, em concentrações muito baixas, são responsáveis por efeitos marcantes no desenvolvimento, promovidos por meio de alteração nos processos fisiológicos e morfológicos, assim como influenciam nas respostas aos fatores ambientais.
Bioreguladores: Nova Tecnologia para Maior Produtividade e Longevidade do Canavial
Marcelo de Almeida Silva
As plantas produzem substâncias orgânicas, definidas como hormônios vegetais, que, em concentrações muito baixas, são responsáveis por efeitos marcantes no desenvolvimento, promovidos por meio de alteração nos processos fisiológicos e morfológicos, assim como influenciam nas respostas aos fatores ambientais. Até há pouco tempo conhecia-se apenas cinco grupos de hormônios (auxinas, giberelinas, citocininas, etileno e ácido abscísico), entretanto, recentemente foi confirmada a existência de outros grupos de hormônios vegetais como os brassinoesteróides, os jasmonatos, os salicilatos e as poliaminas.
Dentre estes, três têm relevante importância no crescimento e desenvolvimento das plantas, as auxinas, as giberelinas e as citocininas.
Na agricultura moderna, altamente tecnificada, em que se busca alta rentabilidade financeira, por meio de melhores produções por área, com cultivares melhoradas, melhor balanço nutricional, proteção fitossanitária e adequação na exploração do ambiente de produção, uma das técnicas avançadas que vem sendo adotada no manejo fitotécnico das culturas é a aplicação de reguladores vegetais.
Os reguladores vegetais ou bioreguladores são definidos como substâncias sintéticas, similares aos grupos de hormônios vegetais, que podem ser aplicadas diretamente nas plantas para alterar seus processos vitais e estruturais, com a finalidade de incrementar a produção, melhorar a qualidade e facilitar a colheita. Essas substâncias também agem modificando a morfologia e a fisiologia da planta, podendo-se levar a alterações qualitativas e quantitativas na produção. Desta forma, são exemplos de substâncias sintéticas com atividades similares aos dos hormônios vegetais, o ácido indolbutírico (IBA), a cinetina e o ácido giberélico.
Uso de bioreguladores na agricultura vem se tornando uma prática viável com o objetivo de explorar o potencial produtivo das culturas. Os bioreguladores atuam numa regulação ativa dos processos fisiológicos da planta, propiciando respostas viáveis economicamente.
A cana-de-açúcar é uma cultura de grande importância econômica, social e ambiental, pelas grandes áreas plantadas, por gerar matéria-prima como base para as agroindústrias do açúcar, etanol e aguardente, além de representar para o nosso país uma fonte de grande geração de empregos e renda no meio rural. Atualmente, com a utilização de técnicas avançadas para o cultivo de cana-de-açúcar, aumentos quantitativos e qualitativos na produção podem ser alcançados com a aplicação de reguladores vegetais. Melhores benefícios são obtidos com a aplicação de combinações dessas substâncias sobre a cana-de-açúcar, visando incrementar o crescimento e desenvolvimento vegetal, estimular a divisão celular e aumentar a absorção de água e nutrientes pela cultura. Uma combinação bastante estudada em cana-de-açúcar e com efetivo aumento de produtividade de colmos e de açúcar tanto em cana-planta quanto em cana-soca é a de um regulador vegetal composto por 90 mg L-1 de cinetina, 50 mg L-1 de ácido giberélico e 50 mg L-1 de ácido 4-indol-3-ilbutírico.
Em cana-planta, resultados de pesquisa têm demonstrado que a aplicação desse regulador vegetal tanto no sulco de plantio quanto na parte aérea tem aumentado a produtividade de colmos de 6 a 21%, sendo a magnitude das respostas dependente das cultivares e dos ambientes de produção. Pelo acompanhamento nas diversas fases de desenvolvimento e crescimento da cultura, tem-se observado que o principal componente responsável por esse aumento de produtividade tem sido o aumento na população de colmos por metro, uma vez que o número de colmos é um dos componentes da produtividade, juntamente com altura, diâmetro e densidade dos colmos. Essa maior quantidade de colmos na colheita é o resultado proporcionado pelo bioregulador em termos de maior brotação inicial das gemas, refletindo em menor número de falhas e, portanto, melhor competição com ervas daninhas no início do desenvolvimento, e como conseqüência, levando ao maior perfilhamento durante todo o desenvolvimento do canavial. Em plantios mecanizados também tem ocorrido maior brotação, reduzindo problemas de falhas.
Também tem-se atribuído como fator de contribuíção para o aumento de produtividade de colmos ao maior crescimento radicular proporcionado pelo bioregulador.
Um maior sistema radicular favorece o aproveitamento de fertilizantes e também leva a maior tolerância à deficiência hídrica.
Todos esses fatores conduzem a um canavial mais homogêneo, com colmos de maior diâmetro e uniformidade em altura, favorecendo a colheita mecânica e o rendimento das colhedoras.
Em cana-planta tem-se constatado aumento na produtividade de açúcar, na ordem de 1,3 a 3,4 toneladas de açúcar por hectare. A produtividade de açúcar é o resultado entre a produtividade de colmos e o conteúdo de sacarose, assim tem sido atribuída como a principal razão por esse aumento de produtividade de açúcar ao aumento na produtividade de colmos. Neste caso é bom lembrar que os colmos são o principal veículo de transporte de sacarose para dentro da indústria.
Em cana-soca, os ganhos em produtividade de colmos com a aplicação desse bioregulador na fase de perfilhamento da soqueira têm variado de 8 a 25%, lembrando-se que as respostas são variáveis dependentes das cultivares e do ambiente de produção. A produtividade de açúcar tem aumentado de 0,9 a 3,8 toneladas de açúcar por hectare.
A cana-de-açúcar tem como característica de, após o plantio, ocorrerem colheitas anuais e rebrotas, as quais a fazem ser considerada uma cultura semi-perene. A cada ciclo de colheita dos colmos tem início a brotação da soca, e um novo processo de perfilhamento é estabelecido. Entretanto, mantém-se um canavial economicamente produtivo por cinco a seis cortes, quando a produtividade média atinge ao redor de 65 t.ha-1. Assim, uma forma de maximizar a economicidade desta atividade agrícola seria aumentar a longevidade da cultura. Nesse sentido, o uso desse regulador vegetal em soqueira de cana de cortes avançados, que estariam na programação de áreas de reforma, tem propiciado aumentos de 9 a 25% na produtividade de colmos. Assim, em áreas consideradas candidatas à renovação devido à baixa produtividade, o produto poderia entrar em um programa de revitalização de soqueiras, resultando em redução de custos com as operações de renovação de área e plantio, tornando a cultura mais rentável. Entretanto, como os incrementos de produtividade podem ser obtidos desde os primeiros cortes das soqueiras, o uso dessa tecnologia, ao longo de todo o ciclo, torna-se uma alternativa importante para aumentos das médias de produtividades das unidades produtoras.
Portanto, existe uma série de resultados que indicam que o uso do regulador vegetal constituído por 90 mg L-1 de cinetina, 50 mg L-1 de ácido giberélico e 50 mg L-1 de ácido 4-indol-3-ilbutírico promove incremento de produtividade na cultura da cana-de-açúcar, tornando-se uma opção de nova tecnologia disponível para os produtores em busca de maior eficiência na produção .
Engenheiro Agrônomo, Pesquisador Científico da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios – APTA. Rod. SP 304 (Jaú – Bariri) km 304, Jaú – SP.
As culturas citrícolas, assim como as demais, apresentam um potencial de produtividade que é determinado pela característica genética de cada variedade.
Prof. Dr. Marcio C.S. Domingues
Universidade de Marília/ FATEC / Faculdade Integral Cantareira
As culturas citrícolas, assim como as demais, apresentam um potencial de produtividade que é determinado pela característica genética de cada variedade. Uma das maneiras de aumentar a expressão dessa capacidade produtiva é através do manejo da planta, nas suas diferentes fases de desenvolvimento.
Com base nesse raciocínio, a florada das plantas cítricas é o momento mais esperado pelos citricultores e, também, o mais crítico, que deve ser manejado com bastante atenção, pois podem ocorrer inúmeros problemas que comprometem a produção. Um dos principais é a queda excessiva das flores e frutos jovens, causada pela intensa produção de etileno na planta. Esse processo é ocasionado por vários motivos, sendo que os mais freqüentes são: défice hídrico no momento da florada, variações bruscas de temperatura e condições nutricionais inadequadas.
Em contrapartida, para amenizar os efeitos do etileno, faz-se necessário a aplicação de reguladores vegetais do grupo das auxinas, giberelinas e citocininas, que atuam diretamente nas flores e frutos, reduzindo a queda destes e promovendo maior fixação.
Além disso, estes reguladores vegetais estão envolvidos no desenvolvimento dos frutos, aumentando a capacidade do dreno, ou seja, contribuindo para maior transferência de fotoassimilados para os mesmos, promovendo melhor formação, maior tamanho e qualidade (García-matínez & García-Papí, 1979; Agusti et al., 1982, Talon et al., 1992; Davies, 2004).
Esse manejo promove o equilíbrio hormonal adequado na planta entre estes reguladores vegetais, que atuam de forma conjunta, e que devem ser aplicados durante o início do florescimento, ou mesmo já nos botões florais.
Este equilíbrio hormonal também é dependente do equilíbrio nutricional, já que de nada adianta a pulverização de auxinas, giberelinas e citocininas, em uma planta debilitada. Em função disso, o manejo fisiológico deve incluir pulverizações simultâneas dos reguladores vegetais associados a adubos foliares.
O equilíbrio nutricional na florada deve ocorrer com os micronutrientes, que atua também no processo de fixação da flor e na formação do fruto. Assim como o cálcio, elemento requerido em grandes quantidades, que mesmo quando em teores adequados no solo, em função da calagem, ocorre deficiência momentânea deste elemento na flor, o que pode prejudicar a fixação desta e a formação do fruto.
O equilíbrio hormonal e nutricional favorece maior proteção da planta ao ataque de pragas e doenças, pois estes componentes hormonais associados aos nutrientes estão envolvidos na formação de barreiras químicas e físicas, estimulando respostas de defesa das plantas.
Diante disso, torna-se de fundamental importância a aplicação destes reguladores vegetais do grupo das auxinas, giberelinas e citocininas, associado à aplicação dos fertilizantes foliares (micronutrientes e cálcio) no momento da florada. Essa estratégia de manejo visa dar garantias de maior pegamento, crescimento de frutos e produtividade, resultando em maior rentabilidade para o produtor citrícola.
No atual quadro da agricultura mundial, a palavra chave é eficiência. Com os elevados preços dos principais insumos agrícolas, o agricultor tem que tirar o máximo proveito de todos os produtos que são utilizados nas culturas, visando obter aumentos de produtividade e, ao mesmo tempo, redução de custos para que a atividade tenha rentabilidade.
No atual quadro da agricultura mundial, a palavra chave é eficiência. Com os elevados preços dos principais insumos agrícolas, o agricultor tem que tirar o máximo proveito de todos os produtos que são utilizados nas culturas, visando obter aumentos de produtividade e, ao mesmo tempo, redução de custos para que a atividade tenha rentabilidade.
Tendo em vista que o potencial produtivo das principais cultivares de trigo em ambiente controlado é de cerca de 15.000 kg ha-1 e que a produtividade média nacional é de 2.070 kg ha-1, torna-se estratégico o emprego de novas tecnologias, que proporcionem aumentos em produtividade, que melhorem o aproveitamento dos recursos disponíveis, visando sustentabilidade dos sistemas agrícolas e evitem prejuízos ao ambiente.
Bioreguladores, cujos efeitos são similares aos hormônios vegetais conhecidos (auxinas, citocininas, giberelinas), desempenham um papel importante podendo uniformizar a germinação, estimular o desenvolvimento radicular e o perfilhamento, melhorar o enchimento de grãos e antecipar ou atrasar a maturação. Essas substâncias são eficientes quando aplicadas em pequenas doses, favorecendo o bom desempenho dos processos vitais da planta, permitindo obter maiores e melhores colheitas, mesmo sob condições ambientais adversas (Martins & Castro, 1999).
O pesquisador Eng. Agr. Dr. Marcelo Cruz Mendes, da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná, avaliou os efeitos do bioregulador líquido Stimulate®, composto de citocinina (90 mg L-1), auxina (50 mg L-1) e giberelina (50 mg L-1), aplicado em tratamento de sementes, pulverização foliar no perfilhamento e no florescimento, sobre a massa de mil grãos e produtividade do trigo. Os tratamentos consistiram de aplicações isoladas do bioregulador nas sementes (4ml/kg) e no perfilhamento (0,25L/ha), e da combinação da aplicação nas sementes e no florescimento (0,25L/ha), além da testemunha que não recebeu o produto, na cultivar Quartzo.
O ensaio foi conduzido em condições de campo no município de Guarapuava/PR. Para as aplicações isoladas de Stimulate nas sementes e na fase vegetativa, verificou-se um aumento de 10 sc/ha na produtividade do trigo e incrementos de 4,9 e 6,1% respectivamente na massa de mil grãos. Já para o tratamento com 2 aplicações (sementes + florescimento) observou-se um incremento significativo de 15 sc/ha na produtividade (Figura 1), além de aumentar também significativamente em 10% a massa de mil grãos (Tabela 1).
Figura 1. Produtividade de plantas de trigo da cultivar Quartzo, em função das aplicações do bioregulador Stimulate® em diferentes estádios fenológicos.
Tabela 1. Massa de mil grãos de trigo da cultivar Quartzo, em função das aplicações do bioregulador Stimulate® em diferentes estádios fenológicos da cultura.
Médias seguidas da mesma letra não diferem estatisticamente ao nível de 5% de probabilidade de acordo com o teste de Tukey.
*Stimulate: Biorregulador líquido, composto de citocinina (90 mg L-1), auxina (50 mg L-1) e giberelina (50 mg L-1), aplicado na dose de 4ml/kg de sementes ou 0,25L/ha em pulverização foliar no trigo.
Conhecendo os efeitos das citocininas, auxinas e giberelinas, estes aumentos na massa de mil grãos e em produtividade podem ser reflexo dos benefícios do bioregulador na germinação de sementes e desenvolvimento inicial de plantas, permitindo uma antecipação na formação do sistema radicular e, conseqüentemente, uma melhor exploração dos recursos disponíveis no solo, tornando as plantas mais eficientes.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) classifica os bioreguladores como Reguladores de Crescimento. É importante que o produtor utilize apenas os bioreguladores que estejam registrados no MAPA, pois para eles foram realizados estudos de impacto ambiental, toxicológicos e de eficácia agronômica, informações estas fundamentais para o correto uso do produto, sem prejuízos ao produtor e ao ambiente.
Alguns produtos chamados de bioestimulantes ou estimulantes vegetais, que podem conter reguladores vegetais com outras substâncias (aminoácidos, nutrientes, vitaminas, ácidos húmicos e extratos de algas), não são reconhecidos pelo MAPA como Reguladores de Crescimento e são diferentes de bioreguladores. Não tendo registro como tal, carecem de informações seguras sobre seu impacto no ambiente e sobre seus efeitos agronômicos. Há trabalhos que mostram que os bioestimulantes ou estimulantes vegetais podem não favorecer, ou até mesmo diminuir a absorção de nutrientes pelas plantas, indicando que as respostas às suas aplicações podem depender de outros fatores, tais como da espécie da planta e da composição das substâncias húmicas e dos extratos de algas presentes nos produtos (Csinzinszky, 1990; Cooper et al., 1998; Delfine et al., 2005).
Alta produtividade é o resultado final de uma equação complexa que se inicia com o potencial genético das sementes, inclui o ambiente favorável para as plantas produzirem e termina na capacidade destas em explorar este ambiente. O equilíbrio hormonal adequado define a eficiência das plantas em aproveitar os recursos disponíveis, o que pode ser obtido com o uso de bioreguladores.
Referências bibliográficas
COOPER, R.J.; LIU, C.; FISCHER, D.S. Influence of humic substances on rooting and nutrient content of creeping bentgrass. Crop Science, v.38, p.1639-1644, 1998.
CSINZINSZKY, A.A. Response of two bell peppers (Capsicum annum L.) cultivars to foliar and soil-applied biostimulantes. Soil Science Society of America Proceedings, n.49, p.199-203, 1990.
DELFINE, S.; TOGNETTI, R.; DESIDERIO, E.; ALVINO, A. Effects of foliar application of N and humic acids on growth and yield of durum wheat. Agronomy for Sustainable Development, v. 25, p. 183-191, 2005.
Martin; M.B.G.; Castro, P.C.R. Efeito da giberilina e etephon na anatomia de plantas de cana-de-açúcar. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 34, n. 10, p. 1855-1863, 1999.
Mais informações sobre o produto: (19) 3707-1200 - info@stoller.com.br
No atual quadro da agricultura mundial, a palavra chave é eficiência. Em função disso há uma busca contínua por aumentos de produtividade e, ao mesmo tempo, redução de custos para que a atividade tenha rentabilidade. Somado a isso, é crescente a preocupação de reduzir os impactos ao ambiente, para um desenvolvimento mais sustentável. Para isso, torna-se estratégico o emprego de novas tecnologias, que proporcionem aumentos em produtividade e que melhorem o aproveitamento dos recursos disponíveis.
Trabalhos desenvolvidos nos institutos de pesquisas agrícolas e em empresa privada foram o caminho para o lançamento que promete apresentar aos produtores de milho e arroz um forte aliado para o aumento da produtividade, possibilitando redução de custos de plantio com o diferencial de não agredir o ambiente, como pode ocorrer com os fertilizantes nitrogenados. Na segunda quinzena de julho chegou ao mercado o Masterfix Gramíneas, pesquisado e desenvolvido durante três anos pela Stoller do Brasil, multinacional que está no país há mais de 35 anos, e por pesquisadores de entidades e órgãos oficiais que levaram, em média, 8 anos para o desenvolvimento do primeiro inoculante brasileiro com eficiência comprovada em gramíneas e recentemente registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).